sábado, 2 de junho de 2012
Poeminha abstrato
Fino
Traço
Fio
Abstrato
Rostos
Pedaços
Baços
Estilhaços
Cacos
Entrelaço
Ligo
Laço
Estradas
Passo
Caminho
Refaço
Queda
Braço
Fio
Aço
Dia
Noite
Céu
Espaço
:......:
sexta-feira, 18 de maio de 2012
Olhos brilhantes
Esfarrapadas
Fétida
Corja
À caça
N’agora
Velada
Praça
Olhos Brilhantes
Radiante
Mistura
De céu e mar
Amada
A quem prometera
Curar
Proteger
Além das cercas
Da luz
À margem
Do bem
E do mal
:
Ela...
Doente
Da Lua
:
Ela...
Doente
Da Lua
Sem conseguir resistir
Nem confiar
Sem medo de errar
Nem apontar
De arma em punho
Tiro certeiro
Aprendera
A atirar
:
N’agora
Velada
Praça
Antes amado
Jaz
Deformado
Na mão
Fria
A cura
Prometida
Perdida
Em frágil frasco
Ao chão
Derramada
:
Olhos Brilhantes
Não se abate
Ao caos
Se submete
Às trevas
Se perde
Em vestes
Esfarrapadas
É vista
Lider nata
A corja
Conclama
Não teme faróis
Atira a esmo
Come carcaça
Extermina
Em massa
Sem pena
Até de sua própria
Raça
:
No que restava
Do que chamavam
Ilha
A filha
Insana
Do pecado
Entregue ao
Caos
Da própria sorte
Ferida de morte
Agoniza
Agora
Aos pés imundos
Dos seus algozes
Famintos
De sua carne
Abundante
De seu coração valente
De sua mão certeira
De seus
Olhos brilhantes...
:...........:
segunda-feira, 7 de maio de 2012
Sonho de consumo
Dô um tapa no visu
Me arrumo
Me perfumo
Me aprumo
Ar sóbrio
Assumo
Será que ela
Não vê??
Vou ter que
Desenhar
Encenar
Apontar
Fazer um roteiro
Um mapa
Um resumo...
E,
Quando ela
Mete o pé
Mete o pé
Segue o seu rumo
Bebo
Fumo
Me desarrumo
Saio do prumo
Lá se vai
O meu sonho
De consumo
:.............:
segunda-feira, 30 de abril de 2012
Muro pichado
Toda a minha alquimia imperfeita
A minha angústia
Embalada em feltro verde musgo
A minha transparência
Traduzida para japonês em braille
A minha inteligência rotulada
A minha vigilância perturbada
A minha regra violada
A minha paz guerreada
A minha compreensão vigiada
A minha embriaguez reparada
A minha bondade avaliada
A minha crença profanada
A minha excentricidade exacerbada
A minha prepotência consumada
Toda a minha paciência esgotada
Todo o meu bem
Mal curado
O meu protesto
Contestado
O meu equilíbrio
Desregrado
O meu silêncio
Ignorado
O meu sussurro
Silenciado
Todo o meu
Muro pichado
Borrado
Hachura
Viva
Sobre cinza pálido
Expõe
Plavras que confundem
Convardia com bondade
Inteligência com curiosidade
Interesse com atenção
Verdade com mentira
Sim
Com
Não...
:............:
quinta-feira, 29 de março de 2012
Realizando
Projetando
o sublime
plantando
e cuidando
aprendendo
e apreendendo
caminho
e caminhante
tarde noite
estrelas vigiando
cedo madruga
trilha seguindo
pássaros cantando
ensolarando
o dia
enluarando
a tarde
chovendo
molhando
secando
ousando
restando
um dia de cada vez
realizando
:............:
sábado, 17 de março de 2012
Diferença
Diferente
do preto,
branco,
amarelo giz,
azul marinho,
verde mar,
magenta...
do outonal laranja
do crepuscular turqueza
do incandescente vermelho
das cores de todas as flores
milhares delas
refletidas
no meu espelho
:.
Diferente
mas, às vezes,
a diferença fere,
outras
é aparentemente indiferente
mas, será
que existe alguém
que na indiferença
esconde
o que sente?
do preto,
branco,
amarelo giz,
azul marinho,
verde mar,
magenta...
do outonal laranja
do crepuscular turqueza
do incandescente vermelho
das cores de todas as flores
milhares delas
refletidas
no meu espelho
:.
Diferente
mas, às vezes,
a diferença fere,
outras
é aparentemente indiferente
mas, será
que existe alguém
que na indiferença
esconde
o que sente?
sábado, 22 de outubro de 2011
Segundos a sós

Segundos
Antes do fim do mundoMeu jardim ficou mudo
Murcharam-se as onze-horas*
As folhas cessaram de balançar
E o segundo Sol chegou
— Imenso!
:
Fogo e mar
Precipitando-se
Numa insólita amizade...
Ondas em silêncio
Arrastando
Invadindo
Destruindo
Engolindo cidades
— Calamidade!
:
S.O.S.
O morro virou ilha
Disputada palmo a palmo
Pelo doutor engravatado
O gato estressado fugiu arrepiado
[coitado]
O papagaio voou pro telhado
[encharcado]
— O Segundo sol chegou!!!
:
Não vou me afobar
Se meu telefone tocar
Sento à mesa
Tomo uma cerveja
Não quero mais explicação
Nem consternação
Quem quiser que se deprima
Pego uma onda até a esquina
Do nada
Por dois sóis
Atravessada
Curto meu derradeiro
Segundo a sós
Brindo sem dó
Nem piedade
O fim da (des)humanidade
Olho na cara do povo
E pergunto:
Murcharam-se as onze-horas*
As folhas cessaram de balançar
E o segundo Sol chegou
— Imenso!
:
Fogo e mar
Precipitando-se
Numa insólita amizade...
Ondas em silêncio
Arrastando
Invadindo
Destruindo
Engolindo cidades
— Calamidade!
:
S.O.S.
O morro virou ilha
Disputada palmo a palmo
Pelo doutor engravatado
O gato estressado fugiu arrepiado
[coitado]
O papagaio voou pro telhado
[encharcado]
— O Segundo sol chegou!!!
:
Não vou me afobar
Se meu telefone tocar
Sento à mesa
Tomo uma cerveja
Não quero mais explicação
Nem consternação
Quem quiser que se deprima
Pego uma onda até a esquina
Do nada
Por dois sóis
Atravessada
Curto meu derradeiro
Segundo a sós
Brindo sem dó
Nem piedade
O fim da (des)humanidade
Olho na cara do povo
E pergunto:
— "O que há de novo?"
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(*) Onze-horas é uma planta originária do Brasil que floresce da primavera ao verão e produz belas e coloridas flores. Por ser um planta cujas folhas apresentam características suculentas, deve ser cultivada sob sol pleno, mas, com certeza, não resistirá ao segundo sol.
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(*) Onze-horas é uma planta originária do Brasil que floresce da primavera ao verão e produz belas e coloridas flores. Por ser um planta cujas folhas apresentam características suculentas, deve ser cultivada sob sol pleno, mas, com certeza, não resistirá ao segundo sol.
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E o mundo segue firme, apesar dos pesares.
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Depois dos recentes 21/5/2011 e 21/10/2011, o evento destruidor máximo do Planeta Azul está marcado para 12/12/12.
Aliás é uma bela e cabalística data.
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Publicado originariamente no Overmundo em 29/5/2009, com o título "Fim do mundo"
http://www.overmundo.com.br/banco/fim-do-mundo
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